Luciane tinha 47 anos quando desapareceu em Florianópolis.
Depois do desaparecimento, o celular dela começou a mandar mensagens para a família. Dizia que estava bem. Que não precisavam se preocupar.
Mas o irmão dela percebeu algo errado.
Não foi nada óbvio. Não foi uma foto estranha. Foi uma palavra.
Luciane nunca escreveria "peço" com dois Fs. Nunca escreveria "pressionando" com C.
O irmão conhecia o jeito dela. E esse detalhe foi o sinal de que não era ela do outro lado da tela.
Alguém da sua família te conhece assim?
Alguém saberia dizer quais emojis você usa? Como você chama sua mãe no WhatsApp? Se você escreve "né" ou "não é"?
Existe alguém que perceberia — no meio de uma mensagem comum — que aquela não é você?